domingo, 24 de março de 2019

DRAVE - A aldeia mágica

Nesta 2ª etapa do GPSEpic 2019 fomos a S. Pedro do Sul, para um duríssimo percurso de 70 km e quase 3000 m de acumulado na Serra de S. Macário.
Passamos por lugares mágicos, como Drave, e paisagens de cortar a respiração e de tal forma imponentes que nos fazem reduzir à nossa insignificância.
Os duros:
O escriturário
Jonny Jumper
Cientista (e fotógrafo)
Saímos de S. Pedro do Sul perto das 9:00, seguimos para Nascente nas margens do Rio Vouga até Moldes, fletimos para Norte em direção a Sul (sim a terra chama-se Sul) e rolamos um pouco na margem do Rio Sul até começarmos a subir a Serra de S. Macário.
Passagem por Macieira
Onde fizemos a primeira pausa
O dia estava fantástico
Lá em cima as antenas de S. Macário. Ainda havia muito para subir. 
E muitos a subir.
Mas na verdade, e apesar dos mais de 800 participantes, não tivemos um único engarrafamento. 
Os primeiros 30 km foram quase sempre a subir, até à cota máxima 1030 m, por trilhos muito pouco interessantes, mas lá em cima a paisagem depressa nos fez esquecer o que ficou para trás ... 
Junto às antenas de S. Macário com a Serra da Freita ao fundo.
Esperava-nos um longo ...
... estradão a descer ...
... foram 5,5 km!!
Fizemos uma, ou outra paragem ...
... para apreciar a magnitude da paisagem e ...
... tirar estas belíssimas fotografias.
Seguiu-se a primeira descida técnica, 3 km com muita pedra solta, regos, saltos, passagens de água ... uma animação constante.
Como sempre, destas zonas não há fotografias ...
Uma curiosidade: nestes mais de 3 km de descida só nos cruzamos com um outro participante, de resto andamos sempre os três. 
Couto de Questelo, brutal!!
Passagem por Covas do Monte, uma pequena aldeia junto a um vale agrícola, à cota 450.
As ruas de Covas do Monte
Mal saímos da aldeia foi subir, subir, subir ...
Até este ponto, aos 850 m de altitude.
O sorriso possível.
Só no ultimo km subirmos mais de 250 m, uma brutalidade! 
A pausa era merecida ...
... digo até, obrigatória.
Estávamos com pouco mais de 40 km e as baterias já estavam entre os 20% e os 40%. 
No Topo do Mundo!
Meia dúzia de km e estávamos em Regoufe
Complexo Mineiro de Regoufe

Pequeno desvio para visitar o complexo
Com passagem por um trilho de pedra solta
Muito solta
Estes lugares deixam-nos sempre com a alma inquieta ... 
Seguimos para o tasco.
Restaurante O Mineiro de Regoufe, um lugar edílico, perfeito para uma pausa numa atividade BTT.
O nosso reabastecimento foi de qualidade, farto, animado e demorado ... 
... porque havia que fazer tempo.
Uma dupla de qualidade.
De barriguinha cheia, sentar-me na bicla com plena carga, nada podia ser mais perfeito! 
Varanda do restaurante.
(um sítio a revisitar certamente)
Regoufe já ficava lá para trás ...
... e o JJ contava ao Paulo o nosso calvário em 2011, num trilho que passa na encosta que se vê ao fundo, que demoramos mais de 4H para percorrer cerca de 10 km. 
"Deixa lá isso Jonny ... vamos para Drave".
 O trilho entre Regoufe e Drave é um dos melhores que conheço.
Tem zonas muito técnicas e paisagens magníficas.
Lindo, lindo!
Rio Paivô.
Primeira aparição de Drave.
Respira fundo e aprecia!
Quanto mais próximo de Drave mais técnico fica o caminho 
Perfeito para eBike
Jonny a reviver, com outro folego, momentos de há oito anos atrás
 A representação do Sempreapedalar Syndicate
Cientista na parte final da descida, já às portas da aldeia 
JJ no mesmo local
Viram como era o trilho do acesso Poente a Drave, e este é a outra opção, por Sul ... 
Sem dúvida que os acessos serão responsáveis pelo isolamento e abandono de Drave, no entanto é hoje ponto de visita de muitos caminheiros por esse mesmo atributo ...
Panorâmica de Drave
Parte final da zona técnica do trilho
Seguiram-se quase 3 km de uma looooonga subida em estradão, onde ultrapassamos mais de 100 ciclistas, todos eles com um ar de sofrimento tal que nem piadas disseram ... 
No ponto mais alto (o mesmo local onde deixamos a carrinha em 2011).
 
Daqui até ao final seguiu-se uma descida com mais de 12 km entre o Alto de Gourim e Bordonhos, com muita pedra e técnica na zona inicial, e muito rápida nos dois terços seguintes ... foi uma loucura até lá baixo!!!
(claro que nem houve tempo para fotografias!)
 
Mais um dia bem passado num GPSEpic. Definitivamente um conceito extraordinário para conhecer novas paisagens.